Em 5 de dezembro de 2025, o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 concluiu seu ciclo de debates regionais em Belém, no Pará, identificando a ferrovia Ferrogrão como um dos projetos estruturantes mais esperados para integrar e escoar a produção agropecuária brasileira.
Esta ferrovia possui 933 quilômetros de extensão e conectará Sinop, no Mato Grosso, a Miritituba, em Itaituba, no Pará, com capacidade projetada para transportar até 66 milhões de toneladas por ano, demandando um investimento estimado de R$ 33,3 bilhões.
O empreendimento já integra a carteira de concessões do Ministério dos Transportes, com leilão previsto para setembro de 2026 e edital em maio do mesmo ano, sendo essencial para fortalecer o Arco Norte, corredor logístico que, até 2030, pode representar metade das exportações brasileiras de soja e milho.
Durante o evento que encerrou as discussões regionais do PNL 2050, percorridas por dez estados, a Ferrogrão foi destacada como prioridade, em um contexto onde a região Norte registrou crescimento de 2,6% no primeiro semestre de 2025, superior à média nacional de 2,5%.
Alex Dias Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), enfatizou a relevância de tratar projetos de infraestrutura como assuntos nacionais, destacando os atributos geográficos e logísticos da região como potenciais para o desenvolvimento.
Avanços em curso incluem a concessão do Sistema Rodoviário BR-364, entre Porto Velho e Vilhena, em Rondônia, com R$ 10,2 bilhões previstos em 30 anos, e a entrega da ponte de mais de 2 km entre São Geraldo do Araguaia, no Pará, e Xambioá, no Tocantins, que substitui travessia por balsa e custou R$ 232,3 milhões.
O PNL 2050, o primeiro sob as diretrizes do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), prosseguirá com elaboração em colaboração com órgãos do Executivo, setor produtivo e sociedade civil para uma visão de longo prazo na infraestrutura logística.
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