Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 12 de novembro de 2025, revela que 73% dos brasileiros acreditam que organizações criminosas devem ser consideradas grupos terroristas, enquanto 20% discordam e 7% não souberam ou não responderam.
A pesquisa, realizada presencialmente entre os dias 6 e 9 de novembro de 2025, ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em 120 municípios, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Além disso, 86% dos entrevistados concordam que a polícia prende os criminosos, mas a justiça os solta devido à legislação branda, enquanto 11% discordam.
Os resultados da pesquisa também indicam um forte apoio popular a medidas mais rigorosas na segurança pública, com 88% dos entrevistados defendendo penas mais altas para criminosos, especialmente para homicídios a mando de organizações criminosas.
Este levantamento ocorre em meio à discussão sobre o PL Antifacção, que tramita na Câmara sob a relatoria do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), visando modificar a Lei das Organizações Criminosas, elevando as penas e criando a figura de 'organização criminosa qualificada', com pena máxima de 15 anos.
O ministro do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), Ricardo Lewandowski, expressou preocupação de que equiparar crimes de terroristas e organizações criminosas representa um 'grave risco à soberania nacional', levando o relator a anunciar uma nova alteração no texto para evitar essa equiparação direta.
A pesquisa também revelou que 65% dos entrevistados são a favor da retirada do direito de visita íntima para faccionados em prisões e 60% apoiam a PEC da Segurança Pública, enquanto a proposta está na pauta do plenário da Câmara e pode ser votada ainda nesta quarta-feira, sendo tratada como Marco do Combate ao Crime Organizado.
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