Da Redação Olhar Informação
Entre bônus astronômicos e dívida acumulada de R$ 23 milhões, permanência de Memphis Depay vira "quebra-cabeça" financeiro para Marcelo Paz.
BRASÍLIA – O domingo de glória no Estádio Mané Garrincha, que culminou na conquista da Supercopa Rei sobre o Flamengo, trouxe um alívio esportivo, mas acendeu o alerta vermelho nos balancetes do Parque São Jorge. O Corinthians embolsou uma premiação total de aproximadamente R$ 11,5 milhões (somando a cota de participação e o bônus pelo título), porém, quase metade desse valor sairá direto para a conta de um único jogador: Memphis Depay.
Pelo triunfo em Brasília, o camisa 10 neerlandês garantiu, contratualmente, o recebimento de R$ 4,72 milhões. O valor representa cerca de 40% de tudo o que o clube faturou com a conquista. Somente em 2025, com os títulos do Paulistão e da Copa do Brasil, o atacante já havia "mordido" outros R$ 9,5 milhões em premiações.
O "Custo Memphis": R$ 25 Milhões em Bônus
A conta para manter o astro internacional no Brasil é alta. Além das taças, o contrato de Memphis é recheado de gatilhos de produtividade que ele vem atingindo com facilidade:
- Assiduidade: R$ 6,3 milhões por atuar em 70% dos jogos (2024-2025).
- Gols e Assistências: R$ 4,72 milhões por participar diretamente de 25 gols.
- Total acumulado: Desde que desembarcou no Brasil, Memphis já faturou mais de R$ 25 milhões apenas em bônus e prêmios.
Atualmente, o Corinthians deve cerca de R$ 23 milhões ao atleta. O executivo de futebol, Marcelo Paz, tenta costurar uma renegociação para quitar esses valores, enquanto lida com a pressão para renovar o vínculo do craque, que vence no meio deste ano.
"Faxina" no Elenco e Plano de Superávit
Para equilibrar as contas e tentar manter Memphis, o Corinthians iniciou uma reformulação agressiva. O objetivo é fechar 2026 com um superávit de R$ 12 milhões. Para isso, o clube já se desfez de nomes com salários pesados, como Maycon, Romero, Fagner, Talles Magno e Félix Torres.
Enquanto a diretoria prioriza o "enxugamento" da folha, jogadores como André Ramalho e Carrillo seguem com o futuro indefinido, aguardando o desfecho das negociações financeiras que envolvem o principal astro do time. O desafio de 2026 está posto: como manter um elenco campeão sem estourar o teto de um orçamento que já opera no limite?
Olhar Informação: Acompanhando de perto os números que decidem o destino do seu time, dentro e fora de campo.
