Arnaldo Ribeiro, escrevendo para o UOL News Esporte, critica fortemente a crescente presença de relvados artificiais, que ele denomina de 'relvado de plástico', na liga de futebol Série A do Brasil.
Ele afirma que esta tendência é uma 'praga inaceitável' impulsionada principalmente pela conveniência económica que oferece aos clubes, permitindo-lhes maximizar o uso do estádio para vários eventos além de apenas jogos de futebol.
Ribeiro destaca a estatística alarmante de que 25% das equipas da Série A deverão utilizar relvado artificial na próxima época, um fenómeno que ele observa não ser replicado nos principais torneios da FIFA, ligas europeias ou mesmo outras competições sul-americanas com uma história de futebol significativa.
Ele critica especificamente a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, pela sua defesa do relvado artificial, considerando-a infundada e desalinhada com os padrões globais de futebol.
O colunista aponta clubes como Chapecoense e Athletico-PR como pioneiros desta tendência de relvado artificial, impulsionada por considerações económicas semelhantes.
Atualmente, cinco dos 20 estádios da Série A empregam relvado artificial, com a possibilidade de o Vasco se tornar o sexto se optar por jogar no estádio do Botafogo. Ribeiro considera esta situação particularmente flagrante, dado o clima do Brasil, que é altamente propício para relvados de relva natural.
Ele argumenta que, sem intervenção, esta 'praga' de relvado artificial continuará a espalhar-se.
Ribeiro contrasta as motivações económicas por trás do relvado artificial com os valores tradicionais do futebol, sugerindo que a conveniência de acolher vários eventos supera a integridade da superfície de jogo para alguns clubes.
Ele implica que os benefícios financeiros derivados de eventos não relacionados com o futebol são os principais impulsionadores para a adoção destas superfícies sintéticas.
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