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13 de Junho de 2026
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13 de Junho de 2026

Economia Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 08:35 - A | A

Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 08h:35 - A | A

O Despertar dos Trilhos:

Mato Grosso Projeta Futuro de Integração e Prosperidade

Da Redação Olhar Informação 

​Da Carga ao Turismo, o Legado de Vicente Vuolo Filho Ganha Força Política e Técnica para Transformar a Logística Regional

CUIABÁ – A sede da Fecomércio-MT tornou-se o epicentro de uma discussão que promete redesenhar o mapa socioeconômico de Mato Grosso. Em reunião estratégica, o presidente da entidade, José Wenceslau Júnior, o diretor jurídico André Stump e o economista Vicente Vuolo Filho alinharam visões sobre o avanço das quatro ferrovias que representam a redenção logística do estado.

​O encontro não foi apenas uma atualização técnica, mas o reconhecimento de que o projeto ferroviário mato-grossense deixou de ser um "sonho solitário" de Vicente Vuolo Filho para se tornar uma pauta institucional prioritária, unindo os setores produtivo, técnico e político.

​O Quadrilátero do Desenvolvimento

​A estratégia discutida abrange quatro frentes vitais que conectarão Mato Grosso aos principais portos e mercados do país:

  1. Ferrovia Senador Vuolo (Extensão Norte): O braço que liga Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, consolidando o escoamento do coração agrícola.
  2. Integração Oeste (Cuiabá-Cáceres): O trecho que conecta a capital ao portal do Pantanal.
  3. FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste): Ligando Mara Rosa (GO) a Água Boa e Lucas do Rio Verde, criando um novo corredor transcontinental.
  4. Ferrogrão: O eixo vertical entre Lucas do Rio Verde e Miritituba (PA), vital para a saída pelo Arco Norte.

​Turismo: O Novo Horizonte sobre Trilhos

​Um dos pontos altos do encontro foi o detalhamento do corredor Cuiabá-Cáceres. Com projeto em desenvolvimento pela UFMT, essa via não servirá apenas às commodities. A grande inovação reside no transporte de passageiros, mirando o potencial inexplorado do Pantanal Mato-grossense.

​O modelo inspira-se no sucesso paranaense entre Curitiba e Morretes. Assim como no Sul, onde a Rumo opera as cargas e a Viva Express encanta turistas nos fins de semana, Mato Grosso planeja usar a Flexa de aço para impulsionar o turismo contemplativo e sustentável, gerando emprego e renda para além do agronegócio.

​Um Esforço Coletivo e a Chancela do Estado

​O que antes era uma bandeira carregada com persistência por Vicente Vuolo Filho, hoje encontra eco nas esferas mais altas do poder. O apoio do vice-governador Otaviano Pivetta — figura central na gestão estadual e visto como o sucessor natural para conduzir os destinos de Mato Grosso — é o aval político que garante a continuidade e a seriedade do cronograma ferroviário.

​Somado a isso, o papel da SEMA (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) tem sido crucial. O órgão atua com rigor técnico para que o desenvolvimento econômico caminhe lado a lado com a preservação ambiental, garantindo que a chegada dos trilhos ao Pantanal seja um exemplo de sustentabilidade mundial.

​Com a viabilidade técnica apresentada pela UFMT e o suporte institucional da Fecomércio, a união de forças entre o governo e a sociedade civil é o combustível que faltava para que os trilhos, enfim, alcancem a capital e as fronteiras do estado. O desafio agora é vencer os prazos, mas o sentimento é de que a logística de Mato Grosso está prestes a deixar de ser um gargalo para se tornar o maior motor de integração da América do Sul.

Este texto contém informações baseadas em atualizações do site Olhar Informação sobre o andamento dos projetos ferroviários em Mato Grosso.

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