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13 de Junho de 2026
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Economia Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 12:11 - A | A

Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 12h:11 - A | A

Paradoxos do Etanol

Mato Grosso é o 2º maior produtor do país, mas preço em Cuiabá atinge recorde

Da Redação Olhar Informação 

​Mesmo com expansão histórica na produção estadual, motoristas da Capital enfrentam alta acumulada de 10,9% em janeiro; gasolina torna-se opção mais vantajosa

Cuiabá – Um levantamento recente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) acendeu o alerta para os motoristas de Mato Grosso. O estado, que consolida a cada safra sua posição como o segundo maior produtor de etanol do Brasil, vive um cenário contraditório: o preço do combustível nas bombas atingiu o valor mais alto da temporada. Em Cuiabá, o custo médio já chega a R$ 4,79 por litro, com alguns estabelecimentos comercializando o produto a R$ 5,19.

​A situação gera revolta na população, que não vê o reflexo da liderança produtora no preço final. Enquanto a gasolina acumula queda de 26,9% desde dezembro de 2022, o etanol seguiu o caminho inverso, somando uma valorização de 10,9% apenas neste mês de janeiro.

​A Regra dos 70%: Etanol perde competitividade

​Para o consumidor, a conta é matemática. Especialistas do setor orientam a utilização da "regra dos 70%": o etanol só compensa financeiramente se custar até 70% do valor da gasolina. Com os preços atuais registrados na Capital, essa relação foi rompida, tornando a gasolina a escolha mais inteligente para o bolso da maioria dos condutores.

​Produção em alta, preço em subida

​O descompasso entre a produção recorde de Mato Grosso e o preço nas bombas é explicado por analistas através de fatores sazonais, custos logísticos e a variação na oferta de matéria-prima. Entretanto, o sentimento de quem abastece é de indignação, já que o estado é protagonista no setor sucroenergético e de etanol de milho.

​A expectativa do mercado é de que os valores continuem oscilando nas próximas semanas, dependendo diretamente do comportamento das usinas e das variações internacionais do petróleo. Até lá, o consumidor cuiabano segue refém da calculadora.

Olhar Informação: A notícia com a precisão que o Mato Grosso exige.

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