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Economia Sábado, 06 de Dezembro de 2025, 11:26 - A | A

Sábado, 06 de Dezembro de 2025, 11h:26 - A | A

projeção

La Niña e ciclo pecuário devem elevar inflação de alimentos no Brasil em 2026

Da Redação

A chegada do fenômeno climático La Niña em 2026 é projetada para aumentar os preços dos alimentos no Brasil. O BTG estima que a inflação acelere de 1,3% em 2025 para 5,0% no próximo ano, impulsionada por fatores climáticos e pelo ciclo pecuário. Embora as condições atuais favoreçam os grãos, o La Niña representa um risco significativo.

As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam uma produção recorde de grãos em 2025/26, atingindo 355 milhões de toneladas, com destaque para soja (178 milhões de toneladas) e milho (139 milhões de toneladas). No entanto, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou uma probabilidade de 55% de um La Niña fraco entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o que pode impactar a colheita de soja e a semeadura do milho safrinha, potencialmente reduzindo a produtividade.

Willians Bini, meteorologista da METOS Brasil, alerta que um La Niña curto e fraco pode impedir os efeitos climáticos tradicionais, como a distribuição de chuvas. O BTG prevê que o Sul do Brasil enfrentará temperaturas mais baixas e menos chuva, enquanto o Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão mais precipitação. O risco de atraso na colheita da soja e no plantio do milho safrinha é um fator altista para os preços dos alimentos.

O ciclo pecuário também é apontado como um fator de pressão sobre os preços da carne. Após um período de abate excessivo, a oferta de bezerros diminuiu, elevando seus preços e o 'ágio de reposição'. Essa dinâmica leva pecuaristas a reter fêmeas para reprodução, visando lucrar com a valorização futura dos bezerros. A consultoria Datagro projeta uma queda de 7,5% nos abates de bovinos em 2026, totalizando 38 milhões de cabeças, o que pode impulsionar ainda mais a inflação no setor.

O impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já é visível, com as carnes subindo 0,21% no último mês e 12,24% nos últimos 12 meses. Cortes como peito (17,04%) e capa de filé (16,69%) registraram altas expressivas, enquanto a picanha aumentou 7,68%. A expectativa é de que a reversão do ciclo pecuário em 2026, com menor oferta de gado, intensifique essa tendência inflacionária.

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