Em 2025, o mercado de locação residencial tornou-se o termômetro mais sensível do bolso brasileiro, impactado pelos juros altos e pelo financiamento imobiliário restrito. A proporção de domicílios alugados no Brasil aumentou de 18% para 23% entre 2016 e 2024, crescendo de 12,3 milhões para 17,8 milhões de lares.
Em novembro, o aluguel residencial subiu 0,59% no país, segundo o índice FIpeZAP. A inadimplência no setor ficou em torno de 3,80%, acima do considerado um patamar "saudável" (1% a 1,5%). Esse cenário acelerou a substituição de garantias tradicionais por soluções pagas e digitais.
O mercado de garantias locatícias movimentou cerca de R$ 300 milhões por ano, com empresas como a QuintoCred deixando o mercado devido à alta inadimplência. A Loft absorveu a carteira da QuintoCred, projetando encerrar 2025 com 650 mil contratos de fiança. Para 2026, o cenário dependerá dos juros; se a Selic permanecer alta, a procura por locação continuará forte.
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