O Banco Central divulgou a ata de sua última reunião, reafirmando que a manutenção da taxa de juros em 15% ao ano por um período prolongado é essencial para a estabilidade de preços.
Paralelamente, o IBGE anunciou que a inflação oficial de outubro foi de 0,09%, a menor taxa para o mês desde 1998, com o acumulado de 12 meses em 4,68%, impulsionada pela queda na conta de luz.
A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que, embora a inflação tenha apresentado redução, ela permanece acima da meta.
O documento também alertou que a falta de esforço em reformas estruturais, disciplina fiscal, aumento de crédito e incertezas sobre a dívida pública podem elevar as taxas de juros, impactando negativamente a política monetária e o custo da desinflação.
Economistas como Sérgio Vale e André Perfeito destacaram a necessidade de alinhamento da política fiscal com o controle de gastos para permitir a redução da taxa básica de juros.
Vale ressaltou que a política monetária está atuando isoladamente, enquanto o déficit e o gasto público continuam a crescer, o que justifica a Selic em 15%.
Perfeito apontou a preocupação do Copom com a política fiscal brasileira e a dificuldade em melhorar as expectativas para uma queda substancial dos juros.
O cenário externo contribuiu positivamente, com a aprovação de uma medida de financiamento pelo Senado dos Estados Unidos para encerrar o shutdown, o que atraiu capital estrangeiro para mercados emergentes como o Brasil.
Essa conjuntura favoreceu o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo, que registrou seu 12º recorde consecutivo, e a desvalorização do dólar.
O dia encerrou com a Bolsa de Valores de São Paulo em alta de 1,60%, atingindo 157.749 pontos, e o dólar testando um novo piso a R$ 5,2727, uma queda de 0,64%, o menor valor desde 6 de junho de 2024.
O Copom avaliou que a estratégia de manter a taxa de juros atual por um período prolongado é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta.
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