Nesta sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, especulações sobre o futuro das eleições presidenciais no Brasil começaram a afetar o humor dos investidores, revertendo a direção do mercado após os recordes do Ibovespa ao longo da semana.
O principal gatilho para a volatilidade cambial foi a informação divulgada pelo portal Metrópoles e pela CNN de que o ex-chefe do Executivo planeja lançar seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, como pré-candidato à Presidência em 2026, o que reacendeu discussões sobre governabilidade, alinhamento político e previsibilidade econômica.
O mercado interpretou a potencial candidatura como um fator que tende a prolongar a instabilidade eleitoral até 2026, aumentando a busca por proteção cambial, especialmente entre investidores preocupados com indicadores fiscais e o impacto de políticas públicas mais voláteis, enquanto investidores receberam mal a notícia porque veem em Tarcísio de Freitas um nome mais forte para disputar a cadeira com o presidente Lula, em especial com a agenda liberal que ele poderia trazer.
Perto das 15h30, o Ibovespa recuava 3,10%, aos 159.356 pontos, enquanto o dólar disparou, ultrapassando a marca de R$ 5,41 com uma alta próxima de 2%, chegando a R$ 5,4350, impulsionada por uma combinação de incertezas políticas internas no Brasil e expectativas renovadas sobre a política monetária dos Estados Unidos, em um cenário global de aversão ao risco.
A pressão sobre o real reflete fragilidades internas brasileiras, como incerteza fiscal, fragmentação política e dependência do ciclo monetário americano, enquanto a volatilidade elevada do dia também motivou o Tesouro Nacional a interromper as negociações com títulos públicos para evitar uma distorção nos preços em momentos como esse, impossibilitando a negociação de outros papéis que não aqueles atrelado à Selic no site do Tesouro Direto.
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