Da Redação Olhar Informação
Economia brasileira ganha fôlego, mas investimentos travados por juros altos acendem alerta para desequilíbrios no crescimento
BRASÍLIA – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para cima suas expectativas para a economia brasileira neste ano. Segundo o novo relatório divulgado pela entidade, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 subiu de 1,8% para 2%. O ajuste reflete um desempenho acima do esperado em setores estratégicos, como a indústria extrativa e a agropecuária, além da resiliência do setor de serviços.
O motor da revisão
A indústria, um dos pilares do levantamento, teve sua expectativa de crescimento ajustada de 1,1% para 1,6%. Esse avanço é puxado majoritariamente pela extração mineral, que segue em ritmo acelerado, compensando as dificuldades enfrentadas pela indústria de transformação. Além disso, uma revisão positiva nos números da safra agrícola contribuiu diretamente para o otimismo da Confederação.
O gargalo do investimento
Apesar da melhora no índice geral, o cenário não é de euforia plena. A CNI destaca que o crescimento do país apresenta desequilíbrios preocupantes:
- Consumo das Famílias: Deve registrar alta de 2%, impulsionando o comércio.
- Investimentos: Permanecem estagnados, com projeção de apenas 0,6%.
O principal freio para a expansão de fábricas e infraestrutura continua sendo o custo do crédito. O economista Mário Sérgio Telles projeta que a taxa Selic deve encerrar 2026 em 12,75%, um patamar considerado elevado que, somado ao endividamento das empresas, inibe novos aportes financeiros no setor produtivo.
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