Em 13 de novembro de 2025, o Impostômetro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso registrou o marco de R$ 50 bilhões em tributos recolhidos nas esferas municipal, estadual e federal.
Esse montante reflete um crescimento anual de 9,68% em relação ao mesmo dia do ano anterior, quando o total era de R$ 45 bilhões. No ano passado, essa marca só foi atingida em 12 de dezembro, o que significa que este ano o valor foi alcançado com 30 dias de antecedência.
Na capital Cuiabá, a arrecadação chegou a R$ 1 bilhão nesse período, representando a maior participação no total estadual. Outras cidades com contribuições significativas incluem Rondonópolis com R$ 279 milhões, Sinop com R$ 209 milhões, Várzea Grande com R$ 148 milhões e Sorriso com R$ 114 milhões.
Wenceslau Júnior, presidente da Federação, enfatizou que esse adiantamento não se deve apenas a reajustes de preços, mas indica uma expansão real da atividade econômica no estado.
Analistas apontam que o crescimento de Mato Grosso supera a inflação, reforçando o dinamismo local da economia.
No contexto nacional, os brasileiros já pagaram mais de R$ 3 trilhões em tributos. Entre os principais tributos estaduais, o ICMS arrecadou cerca de R$ 691 bilhões, equivalente a aproximadamente 20% do total nacional, enquanto o IPVA somou R$ 65 bilhões. Nos tributos federais, destacam-se o Cofins com R$ 342 bilhões, o IOF com R$ 51 bilhões e o Imposto de Renda com R$ 582 bilhões. O IPTU, como tributo municipal, totalizou R$ 66 bilhões.
Wenceslau Júnior criticou o sistema tributário brasileiro por concentrar a carga no consumo, o que gera cumulatividade de tributos e penaliza empresários pelos custos acumulados, além de repassar esses encargos aos consumidores finais por meio de preços mais altos.
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