Da Redação Olhar Informação
Com a assinatura histórica do pacto no Paraguai, indústria calçadista nacional projeta expansão bilionária e isenção total de impostos em uma década; movimento deve impulsionar polos produtivos e fortalecer a competitividade de calçados de couro e sintéticos frente ao mercado global, enquanto regras de origem rigorosas blindam o setor contra a triangulação de produtos asiáticos!
A indústria de calçados do Brasil está prestes a entrar em uma nova era de prosperidade. Com a assinatura provisória do acordo entre União Europeia e Mercosul, realizada no último dia 17 de janeiro no Paraguai, o setor projeta um crescimento robusto de 62% nas exportações para o bloco europeu nos próximos 15 anos. A medida é vista como o oxigênio necessário para polos tradicionais como Franca (SP), Vale dos Sinos (RS) e Nova Serrana (MG).
O Peso do Mercado Europeu
Os números de 2025 já mostram a relevância dessa parceria: o Brasil enviou 17,5 milhões de pares para a Europa, movimentando US$ 105,2 milhões. Atualmente, a UE responde por 10% de todas as exportações brasileiras de calçados. Com a redução gradual das tarifas alfandegárias, a expectativa é que o produto nacional ganhe uma vantagem competitiva inédita, especialmente os calçados de couro de alto valor agregado.
Cronograma e Proteção
A isenção tributária não será imediata, ocorrendo de forma escalonada ao longo de dez anos. Esse prazo é considerado estratégico para que a cadeia produtiva nacional se adapte e aumente sua produtividade.
Uma das principais preocupações dos industriais brasileiros — a entrada de calçados asiáticos baratos através do mercado europeu — foi endereçada no texto do acordo. Foram estabelecidas "regras de origem" rigorosas, que exigem certificações de procedência para garantir que apenas produtos efetivamente fabricados nos países do Mercosul gozem dos benefícios tarifários.
Previsibilidade nas Negociações
Para os exportadores, o maior ganho vai além das cifras: é a previsibilidade. Com regras claras e impostos em queda, as empresas brasileiras podem planejar investimentos em tecnologia e design a longo prazo, consolidando o Brasil como o maior player calçadista fora da Ásia.
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