Um levantamento do g1 revela que um brasileiro que ganha um salário mínimo mensal gasta aproximadamente 13,22% de seu orçamento em itens básicos.
Em comparação, um trabalhador com salário mínimo em Portugal destina cerca de 5,13% do total, e nos EUA, esse percentual é ainda menor, com 4,08%.
Especialistas atribuem essa disparidade a fatores como a inflação persistente no Brasil e a taxa de câmbio, que, apesar de desvalorizada no ano, continua a impactar os preços internos.
Apesar de uma melhora recente na renda das famílias brasileiras, a percepção sobre a economia e o orçamento no fim do mês ainda é de aperto, especialmente para as classes B, C, D e E.
Dados da Pnad Contínua indicam que a renda real média no terceiro trimestre de 2025 foi de R$ 3.540, um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, a inflação oficial (IPCA) de 4,68% em 12 meses ainda está acima da meta do CMN. Economistas apontam que o PIB per capita brasileiro, embora em um país de renda média alta, é inferior ao de economias mais desenvolvidas.
O poder de compra no Brasil foi corroído entre 2016 e 2021 devido à inflação, que elevou os preços gerais em 36% e os de alimentos em 46%, resultando em uma renda real menor para os 40% mais pobres em 2021 comparado a 2016.
A valorização do dólar e os preços de alimentos e gasolina foram os principais impulsionadores dessa inflação. Comparativamente, desde 2010, o Brasil tem enfrentado um aumento de preços mais acentuado que muitas outras economias.
A comparação do custo de vida é complexa, mas o Índice de Nível de Preços (PLI) do Our World In Data (OWID) indica que os preços médios de bens e serviços no Brasil são mais caros que em 52% dos 192 países avaliados, em relação aos EUA.
Curiosamente, o Brasil apresenta preços médios iguais ou superiores a países com PIB per capita mais alto, como Armênia, Bulgária e Malásia.
Fatores como distribuição de riqueza, mercado de trabalho, políticas governamentais e produtividade explicam essas diferenças no poder de compra.
A percepção de que viver no Brasil está mais caro deve persistir nos próximos anos, segundo economistas.
A desigualdade econômica e de riqueza, a produtividade, especialmente no setor de serviços, e a taxa de câmbio continuam a influenciar os preços.
Mesmo com a desvalorização do dólar neste ano, a moeda permanece em patamares elevados em relação ao período pré-pandemia, impactando os custos. Tributação, subsídios e concorrência doméstica também são fatores determinantes nos preços finais ao consumidor.
*Fonte G1
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