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14 de Março de 2026
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Curtinhas Domingo, 15 de Fevereiro de 2026, 01:05 - A | A

Domingo, 15 de Fevereiro de 2026, 01h:05 - A | A

Calote Milionário na Segurança

Trabalhadores do Ciosp Acionam a Justiça por Salários Atrasados

 

DÍVIDA DE R$ 1,2 MILHÃO: Funcionários que operam o 190 e 193 denunciam empresa em recuperação judicial por retenção de verbas de 2025.

 Da Redação Olhar Informação

​Cerca de 60 profissionais terceirizados que atuam na linha de frente do atendimento de emergência em Mato Grosso — os números 190 (Polícia Militar) e 193 (Bombeiros) — travam agora uma batalha jurídica para receber o que lhes é de direito. O grupo ingressou com ações trabalhistas contra a empresa ZDAT - Teleatendimento e Serviços, que mantinha contrato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

​Segundo os relatos, o descaso vem se arrastando desde novembro de 2025. Os trabalhadores alegam estar sem receber salários, vale-transporte, vale-refeição e as verbas rescisórias após o encerramento do contrato em 31 de janeiro de 2026. O montante da dívida trabalhista já é estimado em R$ 1,2 milhão.

Manobra Jurídica para Garantir Pagamento

​Diante do risco de ficarem sem os valores, o advogado Erlon Sales, que representa os trabalhadores, protocolou um pedido de liminar na última segunda-feira (9). O objetivo é que a Justiça determine o bloqueio de eventuais repasses finais que o Estado ainda tenha a fazer à ZDAT, garantindo que o dinheiro seja destinado diretamente ao pagamento das 60 famílias prejudicadas.

​A situação é agravada pelo fato de a empresa já estar em processo de recuperação judicial. De acordo com a defesa, há "indícios irrefutáveis" de que a firma não pretende arcar com as obrigações contratuais, deixando os funcionários em estado de vulnerabilidade financeira severa, apesar de terem mantido a essencialidade do serviço público.

Estado Contrata Nova Prestadora

​Para evitar o colapso no atendimento de emergência, a Sesp-MT realizou uma contratação emergencial. Desde o dia 1º de fevereiro, a empresa Ativa Consultoria Organizacional assumiu o posto e absorveu a força de trabalho anterior, garantindo a continuidade dos serviços de segurança.

​Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que rescindiu o contrato com a ZDAT e que está adotando medidas administrativas para que as obrigações trabalhistas deixadas pela antiga prestadora sejam cumpridas conforme a lei. A empresa ZDAT não se manifestou sobre as acusações até o momento.

Olhar Informação:"Quem zela pela segurança da população não pode ser refém da incerteza financeira; o Olhar segue acompanhando a luta desses trabalhadores por dignidade e respeito."

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