DÍVIDA DE R$ 1,2 MILHÃO: Funcionários que operam o 190 e 193 denunciam empresa em recuperação judicial por retenção de verbas de 2025.
Da Redação Olhar Informação
Cerca de 60 profissionais terceirizados que atuam na linha de frente do atendimento de emergência em Mato Grosso — os números 190 (Polícia Militar) e 193 (Bombeiros) — travam agora uma batalha jurídica para receber o que lhes é de direito. O grupo ingressou com ações trabalhistas contra a empresa ZDAT - Teleatendimento e Serviços, que mantinha contrato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
Segundo os relatos, o descaso vem se arrastando desde novembro de 2025. Os trabalhadores alegam estar sem receber salários, vale-transporte, vale-refeição e as verbas rescisórias após o encerramento do contrato em 31 de janeiro de 2026. O montante da dívida trabalhista já é estimado em R$ 1,2 milhão.
Manobra Jurídica para Garantir Pagamento
Diante do risco de ficarem sem os valores, o advogado Erlon Sales, que representa os trabalhadores, protocolou um pedido de liminar na última segunda-feira (9). O objetivo é que a Justiça determine o bloqueio de eventuais repasses finais que o Estado ainda tenha a fazer à ZDAT, garantindo que o dinheiro seja destinado diretamente ao pagamento das 60 famílias prejudicadas.
A situação é agravada pelo fato de a empresa já estar em processo de recuperação judicial. De acordo com a defesa, há "indícios irrefutáveis" de que a firma não pretende arcar com as obrigações contratuais, deixando os funcionários em estado de vulnerabilidade financeira severa, apesar de terem mantido a essencialidade do serviço público.
Estado Contrata Nova Prestadora
Para evitar o colapso no atendimento de emergência, a Sesp-MT realizou uma contratação emergencial. Desde o dia 1º de fevereiro, a empresa Ativa Consultoria Organizacional assumiu o posto e absorveu a força de trabalho anterior, garantindo a continuidade dos serviços de segurança.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que rescindiu o contrato com a ZDAT e que está adotando medidas administrativas para que as obrigações trabalhistas deixadas pela antiga prestadora sejam cumpridas conforme a lei. A empresa ZDAT não se manifestou sobre as acusações até o momento.
Olhar Informação:"Quem zela pela segurança da população não pode ser refém da incerteza financeira; o Olhar segue acompanhando a luta desses trabalhadores por dignidade e respeito."
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