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22 de Julho de 2026
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Curtinhas Sábado, 27 de Junho de 2026, 10:27 - A | A

Sábado, 27 de Junho de 2026, 10h:27 - A | A

Guerra nos Bastidores

Quatro Anos Após Ruptura, Igor 3K e Monark Trocam Acusações Milionárias pelo Controle e Espólio do Flow

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Reprodução Folha/Ilustração Olhar Informação

A maior crise da história dos podcasts brasileiros ganha novo capítulo com vazamento de contrato, cobranças de R$ 10 milhões e disputa sobre a paternidade da marca.

Algumas parcerias comerciais chegam ao fim, mas as cicatrizes e os ressentimentos insistem em não ficar no passado. Quatro anos após a conturbada e histórica saída de Bruno Aiub, o "Monark", do comando do Flow Podcast, ele e seu ex-sócio, Igor Coelho (Igor 3K), voltaram a protagonizar um embate público feroz, trocando graves acusações sobre o cumprimento do acordo financeiro que selou o fim da sociedade entre os dois.

O novo capítulo dessa disputa ganhou força nos últimos dias, após uma sequência de críticas e cobranças públicas feitas por Monark na internet, o que forçou uma reação contundente dos bastidores dos Estúdios Flow.

A Defesa de Igor 3K: R$ 10 Milhões em Parcelas

Em resposta às cobranças do ex-parceiro, Igor 3K publicou um vídeo detalhando os termos do distrato. Segundo o apresentador, o acordo firmado previa a compra da participação societária de Monark pelo valor expressivo de R$ 10 milhões. Essa quantia foi dividida em 200 parcelas mensais de R$ 50 mil, atreladas a cláusulas de recuperação financeira da empresa. Igor assegurou que todos os pagamentos acordados estão rigorosamente em dia, rechaçando qualquer acusação de calote.

A Tréplica de Monark e o Vazamento do Contrato

A reação de Monark foi imediata. Utilizando suas redes sociais, o ex-host contestou os valores divulgados por Igor, afirmando que as quantias que vem recebendo são menores do que o informado publicamente. Em uma jogada drástica para provar seu ponto, Monark divulgou trechos do contrato de rescisão. Ele argumenta que, de acordo com o documento, a marca institucional "Flow" estaria registrada em seu nome próprio, e não sob o guarda-chuva da holding que foi negociada na separação.

Para além das cifras e do emaranhado jurídico, a briga esbarra no ego e na narrativa sobre a criação do projeto. Igor nega categoricamente que Monark tenha sido o único idealizador do Flow. Já Monark rebate afirmando que sua personalidade excêntrica e provocativa foi o fator decisivo para transformar o programa em um dos maiores fenômenos de audiência do país, alegando que o ex-sócio assumiu o controle de uma empresa que ele já havia consolidado.

O Fantasma de 2022

Essa nova lavagem de roupa suja resgata a maior crise já registrada no cenário de conteúdo digital brasileiro. Em fevereiro de 2022, Monark foi desligado do Flow após defender ao vivo, durante uma entrevista, a legalização de um partido nazista no Brasil sob a justificativa de "liberdade de expressão".

O episódio provocou um efeito dominó catastrófico na época: debandada em massa de patrocinadores, perda de contratos comerciais de longo prazo e a desmonetização completa do canal pelas plataformas de streaming. De acordo com Igor 3K, além do prejuízo imediato, o podcast deixou de faturar cerca de R$ 8 milhões em novos acordos que estavam em vias de fechamento.

Anos depois, o racha financeiro e ideológico prova que, para o mercado digital, a separação oficial do Flow parece estar longe de um desfecho definitivo.

Olhar Informação: O tempo pode passar, mas negócios construídos sob o calor de polêmicas extremas deixam heranças difíceis de apagar; no tribunal das redes sociais, a transparência e a responsabilidade sempre cobram o seu preço.

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