Filho de carpinteiro.
Nasceu na pobreza.
Viveu maior parte da sua vida na obscuridade.
Falava de amor em todos lugares
Por onde passava.
Tinha na humildade seu maior exemplo de fé.
Não foi doutor.
Jamais escreveu um livro.
Não teve destaque na sua vida pública.
Foi coroado em espinhos.
Chicoteado como um rebelde.
Humilhado perante uma multidão.
Crucificado com dois ladrões.
Já passaram outono, inverno, primavera e verão.
O amor entra e sai do coração.
Procuro por toda parte.
E não consigo te encontrar.
Sinto um vazio.
Vão se os sonhos.
A paz, a verdade e a própria razão.
Esqueci de tudo.
Para lembrar um pouco de mim.
Sou autor do avanço tecnológico
E dos grandes inventos.
Mas também sou autor da miséria.
Da fome, das lágrimas e das injustiças sociais.
Ainda não amadureci.
Continuo animal para mim mesmo.
Olho na escuridão nas horas mais sombrias.
Na multidão eu vi que te escondia.
Que alegria te encontrar
Neste dezembro eu vou te buscar... Jesus Cristo.
Autoria de : JOÃO NOLASCO DE SOUZA
