Da Redação Olhar Informação
Unidade icônica do Centro Histórico de Cuiabá fecha as portas sem alarde; encerramento faz parte do plano de reestruturação nacional da rede.
O cenário comercial da Rua 13 de Junho, o coração das compras no Centro de Cuiabá, sofreu uma baixa histórica neste início de mês. A Marisa, uma das lojas de departamento mais tradicionais da capital mato-grossense, encerrou definitivamente suas atividades na unidade que ocupava há décadas.
A saída ocorreu de forma silenciosa. Quem passa pelo local hoje encontra apenas as portas metálicas baixadas e um aviso sucinto: “Esta unidade encerrará suas atividades”. O fechamento marca o fim de um ponto de referência que estava no mesmo endereço desde os anos 1990, tendo atravessado diversos ciclos econômicos da capital.
Reestruturação e Recuo no Varejo
Fundada em 1948, a Marisa consolidou-se como uma das maiores redes de moda feminina do Brasil, chegando a operar 340 filiais simultaneamente. No entanto, o movimento em Cuiabá não é um caso isolado. Desde 2023, a companhia vem atravessando um rigoroso processo de reestruturação financeira e operacional.
A estratégia nacional visa otimizar custos e focar em unidades com maior rentabilidade, o que resultou no fechamento de dezenas de lojas pelo país. No Centro de Cuiabá, o esvaziamento de grandes âncoras como a Marisa levanta debates sobre a revitalização comercial da região e o avanço do consumo em shopping centers e plataformas digitais.
Impacto no Centro Histórico
Para os comerciantes locais e clientes assíduos da 13 de Junho, o fechamento representa uma perda de fluxo para a rua. A Marisa era considerada uma das "âncoras" que atraía consumidores para o comércio de rua, servindo de motor para pequenos negócios vizinhos.
Até o momento, não há informações sobre qual empreendimento deverá ocupar o amplo espaço deixado pela rede na principal via do comércio cuiabano.
Olhar Informação: O silêncio das portas fechadas na 13 de Junho ecoa as transformações de um varejo que tenta se equilibrar entre a tradição física e a urgência digital.
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