|
20 de Julho de 2026
facebook instagram
facebook instagram

20 de Julho de 2026

Curtinhas Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026, 07:58 - A | A

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026, 07h:58 - A | A

Ataque à liberdade

Jornalista é cercada e intimidada por 20 servidores na Câmara

Reprodução Instagram/ilustração Olhar Informação

Da Redação Olhar Informação 

​Entidades repudiam coação contra Manuela Borges (ICL Notícias) após questionamentos sobre suposta campanha antecipada do PL; "Inaceitável", dizem Federações.

​O Salão Verde da Câmara dos Deputados, historicamente palco do debate democrático, tornou-se cenário de hostilidade na última terça-feira (24). A jornalista Manuela Borges, do Portal ICL Notícias, foi alvo de uma intimidação coletiva protagonizada por cerca de 20 servidores e assessores após exercer seu ofício: questionar parlamentares sobre a legalidade de outdoors espalhados com imagens de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.

​A repórter relatou ter sido cercada e filmada com celulares a poucos centímetros de seu rosto, enquanto sofria ataques verbais e gritos. A escalada de agressividade continuou enquanto ela tentava obter respostas de deputados do Partido Liberal (PL), estendendo-se até a área interna da liderança do partido.

​Reação imediata e indignação

​A violência gerou uma onda de repúdio nacional. Entidades como o Sindicato dos Jornalistas do DF (SJPDF), a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e diversos coletivos de mulheres jornalistas emitiram notas oficiais classificando o ato como coação e um ataque direto à liberdade de imprensa.

​"É inaceitável que, dentro da Casa do Povo, uma profissional seja impedida de trabalhar mediante força física e intimidação psicológica", destacaram as entidades em nota conjunta.

 

​O ICL Notícias já protocolou uma reclamação formal junto à Presidência da Câmara dos Deputados e prometeu representações contra os envolvidos. O pedido é unânime: investigação rigorosa, identificação dos agressores e reforço na segurança para garantir que o livre exercício do jornalismo não seja cerceado por grupos de pressão.

​Segurança no Congresso

​O caso levanta, mais uma vez, o debate sobre a segurança de profissionais de comunicação nas dependências do Congresso Nacional. As federações exigem que a Polícia Legislativa atue com rigor para evitar que "tribunais de rua" ou cercadinhos de assessores substituam o diálogo institucional.

Olhar Informação: Quando a voz de um jornalista é calada pelo grito da hostilidade, quem perde o direito de saber é o cidadão.

Comente esta notícia

(65) 9 9237-2085
AVENIDA JOSÉ MONTEIRO DE FIGUEIREDO - EDIFÍCIO DOM AQUINO - SALA A - DUQUE DE CAXIAS , CUIABÁ / MT
Olhar Informação
facebook instagram