Da Redação Olhar Informação
Com mais de 14 mil denúncias, quadrilhas utilizam tecnologia de ponta para clonar vozes e perfis de advogados; criminosos exploram a vulnerabilidade de cidadãos em processos judiciais para desviar milhões em transferências bancárias fraudulentas.
Brasil — O Judiciário brasileiro enfrenta uma onda de crimes cibernéticos sem precedentes. Dados recentes revelam que já foram registradas mais de 14 mil denúncias em todo o território nacional relacionadas a um novo e sofisticado método de estelionato: o golpe do falso advogado potencializado por Inteligência Artificial (IA).
O esquema é cirúrgico. Os criminosos utilizam ferramentas de IA para imitar a voz, a escrita e até o comportamento de advogados legítimos. Ao cruzarem dados de processos públicos, os golpistas entram em contato com as vítimas — geralmente pessoas que aguardam o pagamento de indenizações ou precatórios — e, valendo-se da confiança depositada na figura do profissional do Direito, solicitam transferências bancárias imediatas sob o pretexto de "custas processuais" ou "liberação de alvarás".
Como não cair na rede
As autoridades de segurança pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reforçam o alerta máximo. A orientação é clara: nunca realize pagamentos baseados apenas em mensagens de texto ou áudios de aplicativos como o WhatsApp.
Antes de qualquer transação financeira, é indispensável verificar a identidade e a credibilidade do profissional através de canais oficiais, preferencialmente realizando uma chamada de vídeo ou comparecendo presencialmente ao escritório. A tecnologia evoluiu, mas a cautela do cidadão continua sendo a barreira mais eficaz contra o crime.
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