Poucos condutores sabem, mas infrações específicas aplicam o fator multiplicador do CTB, elevando penalidades para valores astronômicos.
OLHAR DA REDAÇÃO
Quando o assunto é multa de trânsito, a maioria dos motoristas brasileiros pensa nos valores padrão que variam de R$ 88,38 (leve) a R$ 293,47 (gravíssima). No entanto, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê punições severas para condutas consideradas de altíssimo risco ou de obstrução da ordem pública, que podem fazer o valor saltar para a casa dos milhares de reais.
Atualmente, a multa mais cara do país pode chegar a R$ 35.216,40. Entenda abaixo como essa conta é feita e qual comportamento gera essa punição.
O "Vilão" do Bolso: O Artigo 253-A
O valor milionário está atrelado ao uso de veículos para, deliberadamente, interromper, restringir ou dificultar a circulação em vias públicas sem autorização. Esta infração, tipificada no artigo 253-A do CTB, é classificada como gravíssima, mas possui um "fator multiplicador" agressivo.
- Bloqueio da Via: O motorista que usa o veículo para interromper o trânsito recebe uma multa multiplicada por 20, totalizando R$ 5.869,40.
- Organizadores do Bloqueio: Para quem organiza ou chefia essas interrupções de via, o fator multiplicador é de 60 vezes. Nestes casos, o valor sobe para R$ 17.608,20.
Dobro do Valor na Reincidência
O que torna a penalidade ainda mais drástica é a regra da reincidência. Se o condutor cometer a mesma infração dentro de um período de 12 meses, a multa é aplicada em dobro. No caso dos organizadores, o valor atinge impressionantes R$ 35.216,40.
Outras Penalidades
Além do prejuízo financeiro, o condutor que incorre nesta infração enfrenta consequências administrativas pesadas:
- Suspensão do direito de dirigir por 12 meses;
- Apreensão e remoção do veículo;
- Proibição de receber incentivos fiscais e créditos oficiais por 10 anos (em casos específicos de bloqueios de vias).
Por que o valor é tão alto?
Essa legislação foi endurecida em 2016 com o objetivo de coibir paralisações de estradas e vias urbanas que prejudicam o abastecimento e o direito de ir e vir da população. O rigor financeiro serve como medida pedagógica e de preservação da ordem pública.
