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05 de Dezembro de 2025
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CIDADES Terça-feira, 02 de Dezembro de 2025, 13:20 - A | A

Terça-feira, 02 de Dezembro de 2025, 13h:20 - A | A

entre as piores em saneamento básico

Várzea Grande tem saneamento precário, enquanto Cuiabá lidera investimentos com perdas de água

Da Redação

Várzea Grande, localizada na região metropolitana de Cuiabá, permanece na 12ª posição entre os 20 municípios com os piores indicadores de saneamento básico no Brasil para 2025, de acordo com uma pesquisa divulgada na segunda-feira, 1º de dezembro, pelo Instituto Trata Brasil. Este estudo faz parte da 17ª edição do Ranking do Saneamento, que examina as 100 cidades mais populosas do país.

Em análises anteriores, Várzea Grande ocupou a mesma 12ª posição em 2023 e foi classificada como a 8ª pior em 2021, ano em que o estudo também observou que o município não havia aplicado os fundos arrecadados em saneamento.

O relatório avalia fatores que vão desde o volume de investimentos até os avanços nos principais indicadores de saneamento básico, utilizando dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis) para o ano de 2023, publicados pelo Ministério das Cidades.

Os 20 municípios identificados como tendo as piores condições de saneamento investiram uma média de R$ 78,40 por habitante anualmente entre 2019 e 2023.

Este montante é 65% inferior aos R$ 223,82 por habitante estimados como necessários para atingir a universalização dos serviços.

Em contraste, Cuiabá, a capital do estado, foi a única capital do Brasil a ultrapassar o limite ideal de investimento per capita para avançar na universalização do saneamento.

A pesquisa indica que Cuiabá investiu R$ 415,02 por habitante, um valor superior ao de grandes capitais como São Paulo (R$ 198,97) e Campo Grande (R$ 195,31), que ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Em relação às perdas na distribuição de água, Cuiabá está posicionada em 95º lugar com uma pontuação de 4,51. Este indicador mede a discrepância entre o volume de água produzido e a quantidade realmente consumida pelas residências.

Percentagens mais baixas de perda significam menos desperdício no sistema de distribuição.

A pontuação de Cuiabá nesta categoria foi de 55,49%. A concessionária Águas Cuiabá afirmou que desafios como redes antigas, assentamentos irregulares e fraudes frequentes contribuem para as perdas de água, mas relatou uma redução de 7% nas perdas em comparação com o ano anterior, com perdas atuais em 46%.

O estudo conclui enfatizando que o ranking serve como uma ferramenta crucial para identificar as melhores práticas, identificar gargalos estruturais e orientar as políticas públicas e decisões estratégicas para a universalização efetiva do saneamento básico no Brasil.

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