O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, propôs ao governador Tarcísio de Freitas que parte do efetivo policial do estado fosse oferecido para realizar patrulhamento de rotina no Rio de Janeiro. A sugestão surge em meio a uma crise de segurança desencadeada por uma megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão.
Derrite afirmou que os esforços para conter a crise nas áreas afetadas seriam realizados pelas forças estaduais do Rio de Janeiro. Ele mencionou que, se houvesse necessidade de apoio para patrulhamento em outras áreas, isso poderia ser feito para não prejudicar a atividade policial. O secretário fez essa declaração em Brasília, ao anunciar sua licença do cargo para relatar um projeto de lei no Congresso.
A proposta também teria o apoio de outros governadores de direita, como Jorginho Mello, de Santa Catarina. O assunto foi discutido em uma reunião com Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Mauro Mendes. Segundo Mello, trata-se de uma 'troca de recursos estratégicos' que deslocaria efetivo das ruas e profissionais da área de inteligência.
O grupo está organizando um encontro presencial no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 30. A agenda está sendo acertada com o governador Cláudio Castro. Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior já aceitaram o convite de Mello, mas a confirmação de Tarcísio ainda é incerta. Caiado, pré-candidato a presidente em 2026, tem destacado que a operação no Rio foi realizada sem apoio logístico do governo federal.
A megaoperação policial realizada nesta terça-feira, 28, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em pelo menos 119 mortos e 113 presos, tornando-se a ação mais letal da história do estado e do país. O recorde anterior era do massacre do Carandiru, em 1992.
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