No Pantanal e no Cerrado mato-grossense, a prevenção contra incêndios florestais exige esforço constante e integrado, principalmente durante a temporada da seca (julho a novembro). Com três áreas naturais nos dois biomas, que somam 117 mil hectares, o Polo Socioambiental Sesc Pantanal realiza a campanha anual de sensibilização, que em 2025 tem como tema “O combate começa pela prevenção aos incêndios florestais”.
Após anos de secas severas e prolongadas no Pantanal, 2025 apresentou um período de cheia considerado dentro da normalidade, o que é positivo para o bioma como um todo. O alerta para incêndios, porém, permanece neste período de estiagem.
Portanto, o objetivo da campanha, que faz parte das ações de Manejo Integrado do Fogo (MIF), é fortalecer o trabalho feito com comunidades pantaneiras, povos indígenas, unidades de conservação e fazendeiros, para conservar a biodiversidade, a saúde, a cultura e a história de quem vive no Pantanal.
“Os incêndios florestais são um grande desafio para a conservação dos biomas, por isso, nosso trabalho é diário e preventivo, mas a proteção do Pantanal e do Cerrado depende de um esforço conjunto. A campanha é uma ferramenta de educação ambiental importante para reforçar a importância da prevenção e, principalmente, da união de todos”, afirma Alexandre Enout, gestor da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal.
Estrutura contra incêndios
Para proteção das três áreas naturais do Sesc Pantanal – RPPN Sesc Pantanal, Parque Sesc Baía das Pedras, localizadas no Pantanal, e Parque Sesc Serra Azul, no Cerrado -, bem como apoio em regiões próximas, a instituição possui cerca de 70 pessoas, dentre eles 45 brigadistas, avião para monitoramento, caminhões-pipa, pás-carregadeiras, tratores, roçadeiras, carretas-tanque de água, kits combat, bombas costais, sopradores, pinga-fogo, quadriciclos, caminhonetes, motobombas e equipamentos de proteção individual (EPIs).
Neste ano, a instituição traz como novidade o kit combat, equipamento formado por uma caixa d'água e uma bomba d'água instalados numa caminhonete, que permite uma rápida ação diante de princípios de incêndio até a chegada de caminhões pipa. Além disso, a brigada efetiva, assim como a temporária, foi ampliada e realiza o trabalho preventivo durante todo o ano.
Tecnologia e inovação
Além da infraestrutura pesada, o Sesc Pantanal utiliza tecnologia de ponta, com câmeras de alta precisão. O Fire Information for Resource Management System (FIRMS), da Nasa, e o BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), disponibilizam dados sobre os focos de incêndios ativos com atualização média a cada três horas. Isso permite o monitoramento das condições climáticas e orienta o monitoramento aéreo, tanto preventivo, feito semanalmente, quanto para auxílio no combate aos incêndios. Do local, também pode ser acionado brigadistas e equipamentos para combates.
Além disso, o Sesc Pantanal integra o Comitê Estadual de Gestão do Fogo, presidido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e faz parte da Sala de Situação Central (SSC), estrutura criada para reforçar as ações de monitoramento, prevenção e combate aos incêndios florestais no estado.
A Sala de Situação Central foi instituída por meio do Decreto nº 1.403/2025, que declarou estado de emergência ambiental em Mato Grosso e definiu o período proibitivo do uso e manejo do fogo em áreas rurais. No Pantanal, a restrição vigora de 1º de junho a 31 de dezembro. Já nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período vai de 1º de julho a 30 de novembro.
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