O governador Mauro Mendes (União) afirmou que não deixará obras paralisadas para a próxima gestão e garantiu que todos os contratos em andamento permanecerão com recursos assegurados para continuidade.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (19) ao comentar o andamento das obras de mobilidade urbana em Cuiabá, especialmente a do BRT (Bus Rapid Transit), e os entraves enfrentados nos últimos anos.
Mendes explicou que o governo tem hoje “centenas de obras em execução” e que seria inviável interromper novos projetos apenas porque não haveria tempo hábil para entrega total ainda dentro do seu mandato. “Se eu fosse trabalhar obras que só pudesse começar e terminar no meu mandato, eu já tinha que ter parado as licitações há um ano atrás.Isso geraria uma paralisia no governo.
Não vou deixar para o próximo governador obras paralisadas.
Vou deixar obras em andamento, problemas resolvidos e dinheiro no caixa para terminar essas obras”, afirmou durante entrevista à Rádio CBN Cuiabá.
Ao tratar da conclusão do BRT e dos estudos sobre alternativas de modal, como BRT convencional, ART e BUD — Mendes reforçou que o governo está na fase final de simulações técnicas e econômicas para definir qual modelo oferecerá melhor custo-benefício tanto na implantação quanto na tarifa ao longo do tempo.
Ele descartou a possibilidade de coexistência entre dois modais distintos utilizando o mesmo traçado, afirmando que a escolha será por qualidade, economicidade na aquisição e, principalmente, na tarifa.
O governador voltou a atribuir parte dos atrasos ao impasse envolvendo a Prefeitura de Cuiabá na gestão Emanuel Pinheiro (PSD), que, segundo ele, teria travado o andamento do projeto por cerca de um ano e meio com ações judiciais e contestações administrativas.
Além disso, Mendes lembrou que o consórcio inicialmente contratado apresentou desempenho insatisfatório, levando o Estado a rescindir o contrato.
Apesar das dificuldades, o governador reforçou que nenhuma obra em sua gestão parou por falta de pagamento.
Questionado se conseguirá concluir a obra ampliada do BRT, incluindo o trecho da Avenida Fernando Corrêa da Costa, ainda durante sua gestão, Mendes não garantiu a entrega total, mas assegurou que todos os contratos estarão ativos e com recursos definidos.
Mendes reforçou que obras públicas, especialmente de grande porte, frequentemente têm prazos superiores ao ciclo de governo, dois ou três anos, e que isso faz parte da continuidade administrativa.
“O governo não para no mandato. Não é um bloco em que tudo tem que começar e terminar no mesmo período. É natural que existam obras em andamento.”
últimas





