Na COP 30, o presidente Lula enfrenta uma decisão climática complexa: sancionar ou vetar a extensão dos subsídios a usinas termelétricas a carvão até 2040. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, expressou preocupação com essa medida, alertando que ela contradiz os esforços globais contra as mudanças climáticas.
A ampliação dos subsídios a essa fonte de energia, que é uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa, ocorre em um momento crítico de emergência climática. O Instituto Internacional Arayara estima que o custo para os brasileiros pode chegar a R$ 107 bilhões, sem considerar os impactos ambientais.
Marina Silva reconheceu que todos os países enfrentam dificuldades ao tentar abandonar os combustíveis fósseis, dada a dependência contínua. Ela mencionou a necessidade de usar os lucros do petróleo para financiar a transição energética, mas destacou a falta de mecanismos claros para garantir que esses fundos impulsionem uma transição justa e limpa.
A ministra também apontou a vantagem do Brasil em ter uma matriz energética com 45% de fontes sustentáveis (90% na elétrica), embora essa conta inclua hidrelétricas com histórico de impactos ambientais, como Belo Monte. O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) foi citado como um mecanismo inovador para remunerar serviços ambientais, mas a captação de recursos e a garantia de que o dinheiro chegue às comunidades locais ainda são desafios.
As discussões técnicas na COP 30, em Belém, abordam a questão central das mudanças climáticas. O tornado no Paraná serve como um exemplo recente da urgência de ações para mitigar as alterações climáticas, reforçando a necessidade de decisões políticas alinhadas com a sustentabilidade.
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