Uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada em 29 de outubro de 2025, entrevistou 2.020 eleitores em 162 municípios de todos os 26 estados e do Distrito Federal entre 21 e 24 de outubro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Os resultados indicam que 45,8% dos brasileiros acreditam que a segurança pública piorou desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 33,9% consideram que a situação permaneceu igual e 17,2% percebem melhora. Apenas 3,1% dos entrevistados não se posicionaram.
A percepção de deterioração é mais acentuada nas regiões Sul e Sudeste, onde 53,8% e 47,5% dos respondentes, respectivamente, apontam piora. No conjunto Norte-Centro-Oeste, 44,7% compartilham da mesma avaliação. No Nordeste, onde Lula costuma ter melhor desempenho eleitoral, 39,9% dos eleitores julgam a segurança piorada e 36,5% acreditam que nada mudou.
A pesquisa foi concluída antes da grande operação policial realizada em 28 de outubro no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que resultou em pelo menos 64 mortes e mais de oitenta prisões, e, portanto, não foi influenciada pelos episódios de violência. O governador do estado, Cláudio Castro, acusou o governo federal de recusar ajuda militar, alegação que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, negou.
O tema segurança pública ganhou ainda mais destaque nas redes sociais e antecipou o debate para as eleições nacionais de 2026, sendo apontado como a questão mais importante pelos brasileiros em pesquisa recente da Quaest, que superou a economia. Analistas apontam que a percepção de insegurança pode influenciar significativamente o comportamento eleitoral.
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