Em 18 de novembro de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo ao Projeto de Lei Anti-Facções, apresentado pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP), com 370 votos a favor e 110 contra, configurando uma derrota para o governo Lula.
A medida, de autoria do Poder Executivo, foi substancialmente alterada durante a tramitação, causando descontentamento no governo federal.
Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, reconheceu publicamente uma crise de confiança entre o governo e o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
Ele afirmou que o presidente Lula expressou insatisfação com o encaminhamento do projeto, observando que situações semelhantes já haviam ocorrido anteriormente, como a derrubada da medida provisória do IOF em sessão semipresencial com plenário esvaziado.
O relator, Guilherme Derrite, que é secretário de Segurança Pública licenciado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), apresentou seis versões diferentes do parecer devido à falta de consenso entre governo e oposição.
Essas mudanças levaram a acusações de que o texto poderia comprometer a autonomia da Polícia Federal e até mesmo a soberania nacional.
Derrite justificou sua ausência em reunião com os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), que ocorreu na terça-feira, alegando que o governo teve mais de 15 dias para discutir o texto, mas não o procurou.
Ele retornou à Câmara exclusivamente para relatar a proposta, apesar de estar licenciado.
A aprovação do Projeto Anti-Facções em um formato diferente da proposta original do Executivo evidencia tensões entre os poderes e entre partidos da base aliada.
A situação é vista como um desafio à capacidade de articulação do governo Lula no Congresso, especialmente em temas sensíveis como segurança pública.
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