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BRASIL Sexta-feira, 07 de Novembro de 2025, 13:05 - A | A

Sexta-feira, 07 de Novembro de 2025, 13h:05 - A | A

Moraes vota pelo indiciamento de Tagliaferro

O ex-assessor está na Itália e prometeu novas revelações sobre Moraes no Parlamento Europeu.

Da Redação

Em 7 de novembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal) votou para aceitar as acusações contra seu ex-assessor, Eduardo Tagliaferro. Tagliaferro é acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de vazar mensagens de membros do gabinete do ministro para obstruir investigações sobre uma trama golpista.

 

O voto de Moraes ocorreu no início do julgamento virtual sobre as acusações da PGR contra Tagliaferro. Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal têm até 14 de novembro para apresentar seus votos. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia também estão participando do julgamento. Luiz Fux decidiu deixar a turma e não tem direito a voto.

 

Alexandre de Moraes argumenta que as evidências apresentadas pela PGR nas acusações são suficientes para abrir um processo criminal contra seu ex-assessor. Ele enfatiza que Tagliaferro expressou publicamente seu interesse em divulgar dados confidenciais para coagir o Supremo Tribunal contra o avanço de casos sobre a trama golpista.

 

De acordo com o procurador Paulo Gonet, Tagliaferro 'revelou informações confidenciais que obteve em razão do cargo que ocupava, a fim de obstruir investigações e favorecer os seus próprios interesses e os de terceiros'. A PGR também afirma que a saída de Tagliaferro do Brasil demonstra seu alinhamento com a organização criminosa responsável por atos antidemocráticos.

 

Tagliaferro está atualmente na Itália e, nos últimos meses, participou de transmissões ao vivo com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), prometendo fazer novas revelações sobre Moraes e preparando um dossiê para acusar o ministro do Supremo Tribunal no Parlamento Europeu. A defesa de Tagliaferro afirma que as acusações são ineptas porque não descrevem qual organização criminosa o ex-assessor supostamente aderiu, alegando que as acusações são vagas e equivalem a perseguição.

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