O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora em seu terceiro mandato, é criticado por tentar reescrever a história ao negar a corrupção na Petrobras e insistir em investimentos em projetos que já incorreram em perdas significativas.
O artigo postula que Lula, aderindo a uma mentalidade 'petista' típica, acredita que nunca erra e, portanto, persiste em iniciativas que já se mostraram prejudiciais ao país, esperando um resultado diferente.
Esse comportamento é enquadrado não como insanidade, mas como uma missão para transformar a história de corrupção e má gestão do PT em uma narrativa de superação, prosperidade e justiça contra supostos sabotadores.
Um exemplo recente destacado é a declaração de Lula na inauguração das obras de expansão da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Ele descartou as críticas anteriores de que o projeto era desnecessário e que envolvia corrupção entre a Petrobras, o governo e os empreiteiros, sugerindo que o constante relato da imprensa sobre o assunto levou as pessoas a acreditarem nessas acusações.
Lula afirmou explicitamente sua crença de que a história provará que aqueles que alegaram corrupção eram, na verdade, os que queriam perpetrá-la, visando absolver a Petrobras e sua administração de irregularidades.
O artigo refuta fortemente a versão dos acontecimentos de Lula, afirmando que ela não se alinha com os fatos documentados.
A Refinaria Abreu e Lima é apresentada como um excelente exemplo. Lançada 20 anos antes, foi idealizada como um símbolo da cooperação entre o Brasil de Lula e a Venezuela de Hugo Chávez sob a bandeira do 'socialismo do século 21'.
No entanto, a petrolífera estatal venezuelana, PDVSA, não contribuiu financeiramente, deixando a Petrobras arcar com os custos crescentes.
O Tribunal de Contas da União já havia alertado sobre as responsabilidades pouco claras da PDVSA, especialmente considerando a baixa qualidade do petróleo venezuelano, o que aumentou ainda mais as despesas.
As implicações financeiras da Refinaria Abreu e Lima são impressionantes.
Inicialmente estimado entre US$ 2,3 bilhões e US$ 2,5 bilhões, o projeto acabou consumindo cerca de US$ 18,5 bilhões, o equivalente a mais de R$ 98 bilhões hoje, o que lhe valeu o título de refinaria mais cara do mundo.
O plano de dobrar sua capacidade exigirá agora mais R$ 12 bilhões, com base na estimativa original. Essas despesas são consideradas injustificáveis na época, servindo principalmente como ferramentas políticas populistas para Lula e Chávez.
Enquanto o chavismo esgotava a PDVSA, o Brasil teve a sorte de o governo do PT ter caído antes que a Petrobras, então a petrolífera mais endividada do mundo, fosse completamente destruída.
No entanto, o artigo expressa preocupação com o retorno de Lula ao poder, afirmando que ele está mais determinado do que nunca a usar a Petrobras como fonte de financiamento para sua 'megalomania demagógica'.
O autor adverte que o resultado é previsível, lembrando que a corrupção durante a era do 'petrolão' não foi a causa, mas uma consequência lógica de projetos absurdos e superdimensionados que criaram vastas oportunidades para ganhos ilícitos.
A peça conclui que escolher a narrativa de Lula em vez de fatos estabelecidos é uma decisão pouco inteligente.
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