O drama da Oi chegou ao seu último capítulo após quase uma década em recuperação judicial, com a decretação de sua falência em 10 de novembro de 2025, encerrando de vez o projeto da outrora super tele nacional, conforme decisão da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
A ordem foi expedida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, que convocou o processo de recuperação em falência, reconhecendo a insolvência técnica e patrimonial da companhia e afirmando que "não há mais surpresas quanto ao estado do grupo em recuperação judicial. A Oi é tecnicamente falida".
No despacho, a magistrada citou a liquidação ordenada dos ativos da Oi, visando maximizar o valor para pagamento do saldo remanescente junto aos credores, e determinou a continuação provisória das atividades da Oi até que os serviços sejam assumidos por outras empresas, sob supervisão direta do gestor judicial, o advogado Bruno Galvão Souza Pinto de Rezende.
A decisão pela falência da Oi foi tomada após a empresa e seu interventor apontarem uma situação de insolvência dos negócios, citando a impossibilidade de a companhia arcar com o pagamento das dívidas e de adotar medidas para reanimar o caixa, com a juíza suspendendo todas as ações e execuções contra a falida.
A Oi havia entrado em recuperação judicial pela primeira vez em 2016, com R$ 65 bilhões de dívidas, concluindo o processo no fim de 2022, mas seguiu com uma dívida de R$ 44,3 bilhões, o que a levou a pedir proteção judicial novamente no início de 2023, e agora enfrenta a falência com mais de R$ 15 bilhões ainda a pagar, após tentativas infrutíferas de abrir um novo processo de recuperação nos Estados Unidos.
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