Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 12 de novembro de 2025, revelou que a maioria dos eleitores brasileiros, incluindo 66% dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, discorda da sua declaração de que 'os traficantes também são vítimas dos usuários'.
No geral, 81% dos brasileiros desaprovam a fala, com rejeição expressiva também entre eleitores de esquerda não lulistas (78%) e independentes (81%).
A declaração foi feita durante uma viagem à Malásia, onde Lula se encontrou com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A pesquisa entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre 6 e 9 de novembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento foi realizado em meio à repercussão de uma megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes e se tornou a mais letal da história do estado, reacendendo o debate sobre segurança pública.
Essa operação contou com ampla aprovação popular, sendo aprovada por 67% dos brasileiros.
O presidente Lula também classificou a ação policial no Rio como 'desastrosa' em 4 de novembro, uma avaliação desaprovada pela maioria da população (57%).
No entanto, essa crítica encontrou respaldo entre seus próprios eleitores, com 57% concordando com a avaliação e 38% discordando, enquanto eleitores de esquerda não lulistas também majoritariamente concordaram (67%). Independentes (38%), eleitores de direita (15%) e bolsonaristas (19%) apresentaram apoio minoritário ou inexistente à avaliação de Lula sobre a operação.
As reações às falas de Lula sobre segurança pública e a violência, citada por 38% dos entrevistados como o principal problema do país, parecem ter impactado negativamente os índices de aprovação de seu governo.
A desaprovação ao governo Lula oscilou negativamente de 49% para 50%, enquanto a aprovação caiu de 48% para 47%, marcando a primeira oscilação negativa desde maio.
Na análise da gestão, a percepção positiva diminuiu de 33% para 31%, e a negativa aumentou de 37% para 38%, com 28% avaliando como regular.
Esse cenário evidencia a dificuldade do governo em manter apoio estável em um tema historicamente dominado pela oposição.
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