Da Redação Olhar Informação
Semana de oitivas traz cúpula da Meta e pivô do comércio de luxo fluminense para explicar infiltração criminosa;Investigação avança sobre o Banco Master e expõe teia de contratos milionários envolvendo familiares de ministros do STF,enquanto o Banco Central é convocado para explicar o colapso financeiro de R$ 17 bilhões que sacudiu o país!
O Congresso Nacional retoma os trabalhos com o foco voltado para uma das investigações mais complexas da história recente. O Olhar Informação detalha o cronograma e os novos alvos que colocam Brasília em estado de alerta máximo, unindo o combate às organizações criminosas e o escrutínio sobre o sistema financeiro.
O Cronograma das Oitivas
A agenda da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para esta semana foca em dois pilares: a tecnologia e a infiltração política.
Terça-feira (24), 9h: Yana Dumaresq Sobral Alves, diretora da Meta (Facebook/Instagram/WhatsApp) para a América Latina. Ela substitui Conrado Leister para explicar como o crime organizado tem utilizado as redes sociais para cooperação e expansão de atividades ilícitas.
Quarta-feira (25), 9h: Thiego Raimundo dos Santos Silva, o "TH Joias". O ex-deputado fluminense deve depor sobre o comércio de luxo como ferramenta de lavagem de dinheiro e a infiltração de facções na política do Rio de Janeiro.
O Terremoto do Banco Master e o STF
O ponto de maior tensão da comissão, no entanto, é o desdobramento do Banco Master (em liquidação extrajudicial desde novembro de 2025). Novos requerimentos aprovados buscam rastrear ramificações que atingem diretamente o Supremo Tribunal Federal:
Contratos com Esposa de Moraes: Investigam-se detalhes de contratos de prestação de serviços do banco com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
O Resort de Toffoli: A comissão analisa a venda de um resort ligado à família do ministro Dias Toffoli para um fundo de investimentos controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Convocação do Banco Central: O atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, foi convocado para explicar as falhas de fiscalização que permitiram o rombo bilionário antes da intervenção.
Daniel Vorcaro, apontado como o cérebro por trás do esquema, e os executivos Guga Lima e Ângelo Antônio Ribeiro tiveram suas convocações ratificadas. A estratégia da comissão é cruzar os dados da Polícia Federal para entender se o banco funcionava como um centro de influência e pagamento de propinas em troca de decisões judiciais e políticas.
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