Da Redação Olhar Informação
Estratégia e Poderio: O maior porta-aviões do mundo coloca o Atlântico Sul no centro da geopolítica global
A costa brasileira se prepara para receber um dos maiores símbolos de poder militar do planeta. O porta-aviões de propulsão nuclear USS Nimitz, da Marinha dos Estados Unidos, deve atracar no Rio de Janeiro nas próximas horas. A embarcação, que atravessou o Atlântico Sul, lidera a missão Southern Seas 2026, uma operação que reafirma a presença estratégica norte-americana em águas sul-americanas.
Com números que impressionam, o Nimitz é uma verdadeira cidade flutuante:
Capacidade: Quase 100 mil toneladas de deslocamento.
Dimensões: 332 metros de comprimento (mais de três campos de futebol).
Tripulação: Cerca de 5 mil militares a bordo.
Arsenal: Capacidade para transportar e operar mais de 60 aeronaves.
Manobras e Integração no Atlântico
Antes de chegar ao território brasileiro, a frota — composta também pelo Carrier Air Wing 17, pelo Destroyer Squadron 9 e pelo destróier USS Gridley — realizou exercícios intensos em alto-mar. As atividades incluíram defesa aérea, manobras táticas coordenadas e operações complexas com helicópteros, servindo como uma demonstração de força e prontidão técnica monitorada por analistas do mundo inteiro.
Brasil na Operação Southern Seas 2026
A etapa brasileira da missão ocorrerá na primeira quinzena de maio e não será apenas uma visita de cortesia. A Marinha do Brasil terá participação ativa nos exercícios, mobilizando recursos de elite para atuar em conjunto com os americanos, incluindo:
As fragatas Independência e Defensora;
O submarino Tikuna;
Esquadrões de helicópteros navais.
A presença do grupo de combate liderado pelo SOUTHCOM (Comando Sul dos EUA) no Brasil acontece em um momento de crescente disputa estratégica pelo Atlântico Sul, elevando a relevância do país como parceiro tático em operações de segurança hemisférica.
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