Políticos condenados pela Justiça brasileira frequentemente recorrem a tribunais estrangeiros para tentar comprovar que são vítimas de arbitrariedades.
Lula, por exemplo, acusou o então juiz Sergio Moro de parcialidade perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU.
Jair Bolsonaro e outros condenados no núcleo da trama golpista planejam utilizar a mesma estratégia.
As bancas de defesa estão orçando pareceres para preparar as teses a serem utilizadas em cortes internacionais.
Um parecer simples sobre quebra da cadeia de custódia das provas custa pelo menos 300.000 reais. Um parecer mais abrangente pode chegar a 1 milhão de reais, ou até 2 milhões se o parecerista for uma figura renomada do mundo jurídico.
Além de discursos de aliados como Victor Orbán, uma das ideias é recorrer à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, uma etapa obrigatória antes de acessar o tribunal na Costa Rica.
O objetivo é reiterar argumentos de que o julgamento da trama golpista foi parcial e injusto.
Apesar de caro e demorado, recorrer a cortes internacionais visa pavimentar o discurso político de perseguição, importante para as eleições de 2026.
No entanto, tribunais desta natureza não têm ingerência sobre as decisões do STF.
Durante o provável recurso a cortes estrangeiras, Bolsonaro continuará inelegível e cumprindo a pena de quase 30 anos definida pelo STF.
O objetivo principal é manter o discurso político de perseguição, e não reverter as condenações.
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