Em 17 de novembro de 2025, Agnès Callamard, secretária-geral da Anistia Internacional, criticou publicamente o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pela concessão de licença para exploração de petróleo na Margem Equatorial, considerando a decisão uma contradição com o papel que o Brasil busca desempenhar na transição energética global.
A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo, no contexto da iminente COP30, que será sediada no Brasil.
Callamard afirmou que a perfuração no bloco FZA-M-059, autorizada pelo Ibama em 20 de outubro de 2025 e concedida à Petrobras, terá impactos negativos significativos sobre o meio ambiente local, as comunidades costeiras e o clima global.
Segundo ela, investir em combustíveis fósseis mina a credibilidade do Brasil nas negociações climáticas internacionais e prejudica a imagem do presidente Lula como líder ambiental.
A secretária-geral destacou que a COP30 deve reafirmar compromissos multilaterais e enfrentar líderes negacionistas, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja ausência na conferência é vista como uma tentativa de minar os esforços globais.
Ela enfatizou que não deve haver espaço para práticas de 'bullying climático' nas negociações e que a conferência é um momento decisivo para a sobrevivência do planeta.
Callamard também ressaltou a necessidade de financiamento climático para países historicamente menos poluentes, mas mais afetados pelas mudanças climáticas, como forma de justiça social.
Ela criticou a relutância dos países mais ricos em assumir responsabilidades e custos proporcionais à sua pegada histórica de emissões.
Ainda segundo Callamard, a transição energética deve ser a prioridade central da COP30, com metas concretas para reduzir o uso de combustíveis fósseis.
Ela alertou que as metas do Acordo de Paris estão em risco e que esta conferência representa uma oportunidade crucial para garantir a continuidade da vida no planeta sob condições climáticas estáveis.
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