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19 de Julho de 2026
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BRASIL Segunda-feira, 06 de Julho de 2026, 21:33 - A | A

Segunda-feira, 06 de Julho de 2026, 21h:33 - A | A

Sinal para todos

Anatel aprova internet de satélite direto para celulares e abre caminho para o fim das áreas sem sinal no Brasil

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Tecnologia 'Direct-to-Device' promete revolucionar o campo, e Mato Grosso deve ser o estado mais impactado com conectividade total no agronegócio.

BRASÍLIA – Em uma decisão histórica, o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a regulamentação do serviço Direct-to-Device (D2D). A tecnologia permite a conexão direta entre satélites e smartphones comuns, abrindo caminho definitivo para a chegada de serviços altamente aguardados no país, como o Starlink Direct to Cell, de Elon Musk, e concorrentes como a AST SpaceMobile.

A grande inovação está na acessibilidade: o usuário não precisará comprar antenas parabólicas, roteadores ou trocar de aparelho para ter sinal em áreas isoladas. O próprio smartphone que você já carrega no bolso será capaz de se conectar aos satélites em locais onde as torres de telefonia tradicionais não alcançam.

Parceria obrigatória com operadoras locais

Apesar de a Starlink liderar essa corrida global, a Anatel determinou regras claras para o mercado nacional. As empresas de satélite não poderão vender os planos diretamente ao consumidor final. Para operar no Brasil, elas precisarão, obrigatoriamente, firmar parcerias com as operadoras de telefonia móvel que já possuem frequências no país (como Vivo, TIM ou Claro).

Na prática, o serviço funcionará como um "seguro de cobertura". Quando o usuário viajar ou estiver trabalhando em uma região sem o sinal das antenas terrestres da sua operadora, o celular buscará automaticamente o sinal do satélite parceiro para mantê-lo conectado, operando inicialmente com o envio de SMS e chamadas de emergência.

Por que Mato Grosso sentirá o maior impacto?

Embora a medida beneficie o país como um todo, o impacto será profundamente sentido em Mato Grosso. Sendo o principal motor do agronegócio brasileiro, o estado convive diariamente com o desafio das imensas barreiras geográficas e o isolamento digital em lavouras, estradas rurais e regiões de mata fechada.

Atualmente, a falta de conectividade contínua em áreas de produção é um dos maiores gargalos para a eficiência logística e para a segurança dos trabalhadores do campo. Com a implementação do D2D, máquinas agrícolas conectadas, sistemas de rastreamento de frotas de grãos e a comunicação em tempo real de fazendas isoladas passarão a funcionar sem interrupções. A tecnologia promete transformar a tomada de decisões no campo mato-grossense, permitindo o tráfego de dados e monitoramento de safras em áreas onde antes o silêncio digital imperava.

Próximos passos

A área técnica da Anatel recebeu um prazo de 90 dias para finalizar os requisitos e as especificações técnicas da operação. A expectativa é que, após esse período, as operadoras divulgugem os planos de integração comercial da tecnologia no Brasil.

 "A decisão da Anatel não apenas zera as zonas cegas de sinal no mapa brasileiro, mas reposiciona o agronegócio de Mato Grosso em um novo patamar de produtividade e segurança tecnológica, provando que o futuro do campo está diretamente conectado ao espaço." — Olhar Informação.

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