Por: Sidney Moreira de Alencar
O cenário político em Mato Grosso hoje é de festa, e não é para menos. As derrotas impostas ao governo federal nos últimos dois dias no Congresso Nacional não foram apenas reveses legislativos; foram acachapantes. Para a base bolsonarista no nosso estado, o sentimento é comparável à vitória de um time do coração em uma decisão de campeonato, nos acréscimos e com a torcida empurrando.
Mas por que comparar política com futebol? Porque futebol é paixão, e o eleitorado de direita em Mato Grosso já provou, repetidas vezes, que tem paixão de sobra — às vezes até demais.
O Jogo e o "VAR" Jurídico
Enquanto uns se revoltam com os resultados, outros se deliciam com o placar. Mas o jogo político, assim como o futebol moderno, tem suas nuances. A comemoração agora é legítima, mas o "VAR" já está posicionado: os governistas prometeram, antes mesmo do apito final, recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Como se diz no jargão popular, aí já são "outros quinhentos".
O que importa para o cidadão agora é o alento. Para muitos que sentiram o peso de prisões consideradas injustas, a derrubada do veto à dosimetria acende uma luz de esperança. É a sensação de que nada está perdido. Como diria a letra do Jota Quest, abre-se o sonho por "dias melhores, dias de paz, dias a mais".
O "Reforço de Peso" no Tabuleiro
Entrando na análise técnica do jogo: a dosimetria mexe diretamente com o futuro de Jair Bolsonaro. Ao facilitar a transição do regime fechado para o semiaberto, a nova regra dá ao ex-presidente algo que seus aliados em Mato Grosso desejam ardentemente: a presença física.
Embora a elegibilidade (o direito de ser candidato) continue barrada pela Lei da Ficha Limpa, a possibilidade de Bolsonaro fazer campanha pelo Brasil afora é o que chamamos no futebol de uma "contratação de peso". Se ele puder subir nos palanquinhos, o caldo vai engrossar. Imagine a força desse "cabo eleitoral" percorrendo as cidades do nosso interior.
Mato Grosso: Onde o Jogo Fica Mais Interessante
Se sem Bolsonaro o cenário já estava complexo, agora o tabuleiro mato-grossense ganha cores novas. É aqui que entra o fator Otaviano Pivetta. Observamos que Pivetta vem realizando articulações com uma inteligência certeira. Ele sabe ler o campo, entende onde está a força do agronegócio e como se posicionar sem entrar em impedimento.
A união desse "reforço" vindo de Brasília com a gestão pragmática de Pivetta pode ser a jogada mestre para 2026. Por enquanto, a torcida comemora. Mas, como em qualquer grande decisão, os olhos continuam fixos no juiz e, principalmente, em quem opera o monitor do VAR na capital federal.
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