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Artigos Sexta-feira, 15 de Agosto de 2025, 19:34 - A | A

Sexta-feira, 15 de Agosto de 2025, 19h:34 - A | A

OLÍMPIO VASCONCELOS

Em crise institucional, futebol de MT suplica por eleição

O futebol mato-grossense pede socorro. Vivemos tempos sombrios na Federação de Futebol. Voltamos a ter um interventor depois de quase 50 anos. O nosso futebol precisa urgente de um rumo.

A incapacidade do ex-presidente Aron Dresch em organizar uma eleição dignamente correta, dentro dos prazos e em concordância com a estatuto da entidade, nos levou a este momento. São quase três meses com interventores no comando da FMF. Primeiro o advogado Thiago Dayan e atualmente com Luciano Hocsman, que também é presidente da Federação Gaúcha de Futebol.

Poderíamos dizer que Aron deixou para a “última hora” para realizar a eleição, mas não, ele passou do prazo. Segundo o estatuto, a eleição deveria ter ocorrido até dia 12 de abril, mas ela foi marcada dia 03 de maio. Irregularidades marcaram o processo eleitoral, que precisou ser levado à Justiça. O Ministério Público iniciou uma ação civil pública porque também observou incoerências na condução da gestão da FMF e no processo eleitoral.

A posse do novo presidente, que deveria ser em 26 de maio, não ocorreu por irregularidades nas eleições. O cargo ficou vago e restou à CBF nomear um interventor. Isso havia sido feito em 1976 com a nomeação de Carlos Orione, que ficou no poder por quase 40 anos.

A FMF, já sob comando do interventor Hocsman, anunciou que faria nova eleição com a justificativa que a anterior estava viciada. Porém, a entidade esbarra em recursos impostos e não consegue divulgar o novo edital de convocação da Assembleia Geral Eletiva.

Dorileo Leal, candidato anteriormente, espera o edital para montar nova chapa e seguir na disputa. Aron quer seguir com o processo anterior. Nesse caminho surgem aproveitadores que dizem falar em nome do presidente da CBF. Outro postulante é ex-diretor e ex-braço direito de Dresch, que se intitula como “terceira via”. O curioso é que ele esteve durante longos anos ao lado do ex-presidente Aron e agora estão em lados opostos.

O gaúcho Hocsman não tem demonstrado pressa em realizar as eleições. Com isso segue no comando do nosso futebol. Ele disse em entrevista recente que “não tem a caneta” para decidir quando será a eleição. Os postulantes ao cargo seguem buscando apoio, mas sem saberem ao certo quando o processo eleitoral será retomado.

Os mais prejudicados são os clubes. A segunda divisão do estadual precisou ser atrasada e o Campeonato Mato-grossense Sub-20 também. A antiga gestão já havia cancelado a Copa FMF. Ainda faltam realizar o Mato-grossense Feminino, campeonatos estaduais Sub-11, Sub-13, Sub-15 e Sub-17. O futebol foi deixado de lado.

Estamos jogando contra o patrimônio. Fazendo gols contra ao escantear o desenvolvimento do futebol no nosso estado. Democraticamente a bola precisa voltar a rolar no rumo certo e sem irregularidades para os clubes ditarem o caminho a seguir.

Olímpio Vasconcelos é formado em jornalismo pela UFMT e atua no jornalismo esportivo há 13 anos. Na área esportiva foi editor do Globo Esporte MT, comentarista de futebol, repórter do ge.globo, PNB Online, Olhar Esportivo, assessor de imprensa dos clubes Mixto, Operário VG e Dom Bosco. Atualmente é editor chefe da Rádio Capital FM e Capital Notícia e apresenta o bate-bola Cultura na Rádio Cultura de Cuiabá. 

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