O mercado de grãos apresentou uma baixa generalizada nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, influenciado pelo clima favorável, perspectiva de excesso de oferta e sinais de trégua no Leste Europeu.
Os contratos futuros dos principais grãos negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram quedas, refletindo um cenário de ampla oferta global, demanda abaixo do esperado e fatores macroeconômicos e geopolíticos.
A soja liderou as baixas do pregão, com o contrato de janeiro/26 recuando 0,84%, encerrando a US$ 10,62 por bushel.
O mercado da soja foi pressionado pelo ritmo mais fraco do que o esperado das compras chinesas do grão norte-americano e pelas preocupações com a safra recorde da América do Sul, especialmente no Brasil, onde cerca de 94% do plantio da soja da temporada 2025/26 já foi concluído, com estimativa de produção de 182,9 milhões de toneladas.
O milho também seguiu o quadro de baixa, com o contrato de março/26 fechando em queda de 0,74%, cotado a US$ 4,36 por bushel.
As cotações foram pressionadas pela ampla oferta nos Estados Unidos, resultado de uma safra superior a 420 milhões de toneladas, além do recuo do dólar frente às principais moedas globais.
O trigo apresentou as maiores perdas do dia, com o contrato de março/26 na CBOT caindo 2,16%, fechando a US$ 5,09 por bushel.
A pressão no mercado de trigo veio do avanço nas negociações para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia, atendendo a uma solicitação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e da perspectiva de excesso global de oferta.
Segundo o relatório mensal mais recente do USDA, a produção mundial de trigo na temporada 2025/26 está estimada em 837,8 milhões de toneladas, um aumento de 1,1% em relação à projeção anterior e de 4,6% na comparação anual.
A demanda global é projetada em 822,97 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% frente à estimativa anterior e de 1,5% sobre 2024/25.
últimas
