Da Redação Olhar Informação
Com mais de 641 mil cabeças enviadas ao gancho, estado supera marcas anteriores e vê descarte de fêmeas impulsionar números no início de 2026.
Cuiabá – O setor pecuário de Mato Grosso iniciou 2026 quebrando recordes. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), baseados nos registros do Indea-MT, o estado abateu 641.039 cabeças de bovinos em janeiro, consolidando o maior patamar para o mês em toda a série histórica acompanhada pelo instituto.
O desempenho reflete o vigor do maior rebanho do país, somando 330,4 mil machos e 310,5 mil fêmeas. A participação das fêmeas chamou a atenção, atingindo 48,45% do total mensal, um reflexo direto do descarte sazonal de matrizes e da estratégia de manejo das propriedades mato-grossenses.
Oeste lidera produção e fêmeas puxam o índice
No mapa da produtividade, a região Oeste despontou como o principal polo de abates no estado, concentrando 129,5 mil cabeças. O ranking das macrorregiões segue com o Centro-Sul (117 mil) e o Sudeste (93 mil), demonstrando a capilaridade da indústria frigorífica em Mato Grosso.
De acordo com Ana Eufrázio, analista de bovinocultura do Imea, o salto de 5% em relação a dezembro foi impulsionado majoritariamente pelas fêmeas. "A sazonalidade é devida ao descarte das fêmeas vazias e da maior oferta de animais prontos", explica a analista, destacando que, enquanto o abate de machos recuou 6%, o de fêmeas deu um salto de 21% no comparativo mensal.
Perspectivas para fevereiro
Apesar do "janeiro de ouro", o Imea prevê uma perda de tração para o mês de fevereiro. A tendência de recuo é justificada por fatores logísticos e de calendário:
- Mês curto: Menos dias úteis para operação industrial;
- Carnaval: O feriado prolongado costuma afetar as escalas de abate e o transporte de carga;
- Idade do Rebanho: O relatório aponta que a maioria dos animais abatidos (45%) tem menos de 24 meses, reforçando o investimento em precocidade e tecnologia no campo.
Mato Grosso vem de uma sequência de anos em patamares elevados, tendo abatido 7,36 milhões de cabeças em 2024 e 7,46 milhões em 2025. Os números de janeiro mostram que o estado segue firme na posição de principal fornecedor de proteína vermelha para o mercado interno e externo.
Fonte: Famato
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