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13 de Junho de 2026
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13 de Junho de 2026

Agronegócios Terça-feira, 12 de Maio de 2026, 17:24 - A | A

Terça-feira, 12 de Maio de 2026, 17h:24 - A | A

Inovação Brasileira

Nanoargila e Óleo de Mamona Revolucionam o Uso de Fertilizantes

DA REDAÇÃO OLHAR INFORMAÇÃO

Tecnologia desenvolvida pela Embrapa e universidades brasileiras dobra a absorção de nitrogênio e reduz o impacto ambiental no campo.

​Uma parceria entre a Embrapa, Unaerp, Unesp e USP resultou no desenvolvimento de uma tecnologia sustentável que promete mudar a eficiência da adubação no Brasil. O projeto criou um revestimento para os grânulos de ureia utilizando um polímero derivado de óleo de mamona (poliuretano biodegradável) e a incorporação de nanoargila mineral (montmorilonita).

​O grande desafio da ureia comum é sua alta solubilidade, que faz com que o nitrogênio se perca rapidamente por volatilização de amônia ou emissão de óxido nitroso — um gás que intensifica o efeito estufa. A nova camada criada é fina, contínua e homogênea, agindo como uma barreira que controla a liberação do nutriente conforme a necessidade da planta.

​Nos testes realizados com o capim-piatã, os resultados foram impressionantes: enquanto a ureia comum liberou 85% do nitrogênio em apenas quatro horas, a versão com nanoargila liberou apenas 22% no mesmo período. Isso permitiu que a planta dobrasse a absorção total de nitrogênio, gerando mais biomassa e reduzindo desperdícios.

​Qual é a vantagem para MATO GROSSO essa nova tecnologia?

​Para o estado de Mato Grosso, que possui a maior área plantada do país e depende fortemente de fertilizantes nitrogenados, as vantagens são estratégicas:

  1. Economia e Eficiência: Como o nitrogênio "segura" por mais tempo no solo, o produtor mato-grossense reduz a perda de investimento por evaporação, garantindo que o dinheiro aplicado em fertilizantes se transforme efetivamente em produtividade.
  2. Logística e Performance: Em solos de clima tropical e com regimes de chuvas intensas (comuns na região), a liberação controlada evita que o nutriente seja "lavado" (lixiviado), otimizando o manejo em grandes extensões de terra.
  3. Sustentabilidade do Agreste ao Cerrado: A tecnologia reduz a emissão de gases poluentes, alinhando a produção de Mato Grosso aos padrões internacionais de agricultura de baixo carbono, valorizando o produto final no mercado externo.

"A ciência brasileira, através dessa nova tecnologia, mostra que a eficiência no campo e a preservação ambiental caminham juntas para o futuro do agro, e o Olhar Informação destaca essa evolução."Olhar Informação.

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